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jul

SER MÃE, EMPRESARIA E TRIATHLETA AMADORA… VOCÊ PODE!!

                               Então….. foi amor à primeira vista!!!

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Meu primeiro encontro com o Triathlon aconteceu em Wanaka, Nova Zelândia, e numa prova de distâncias respeitáveis: 3,8 km de natação, 180,2 kms de bike, 42,195 kms de corrida. Claro, não fiz a prova na modalidade individual mas participei do revezamento. Foi quando corri a minha quarta maratona, já num fim de tarde, após a natação e o pedal terem sido cumpridos por dois australianos amigos meus.
Todo o cenário era mágico: paisagem maravilhosa, estrutura e organização da prova impecáveis, voluntários sorridentes e solistos. Mas o que mais me impressionou foi, sem dúvida, a energia positiva dos participantes e toda aquela alegria em estar ali, arrumando equipamentos, participando de congresso técnico e competindo para desafiar o próprio limite!!
E como aquela cidade charmosa soube homenagear os atletas, profissionais ou amadores: pessoas nas ruas, na frente de suas casas, próximo ao lago fazendo uma torcida constante e incansável e durante todo o dia!!!

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Finalizada a prova, assim que passei a “Finish Line” e fui recebida carinhosamente pelos meus dois companheiros de equipe, com as pernas cansadas dos 42,195 kms em asfalto e trilhas, tinha só uma certeza: “eu quero ser Triatleta!! eu quero fazer uma prova de Triathlon sozinha!!
Lá mesmo comprei minha bike, sem ter qualquer idéia como colocaria meu sonho em prática. Tinha certa experiência com os treinos para maratona, cujo volume é bem significativo mas não conseguia imaginar como seria incluir ainda os treinos de bike e natação na minha rotina de empresária e mãe de dois filhos.
Chegando no Brasil, comecei a empreitada, e num ato de coragem (pra não dizer de insanidade…) me inscrevi para fazer um 70.3 em Florianópolis (metade das distâncias daquela prova de Wanaka).
Não, não vou mentir: o caminho para fazer desse sonho uma realidade não foi fácil! Minha natação era ainda aquela das aulinhas de criança…., nunca tinha pedalado com sapatilha e era a primeira vez numa bike com marchas, nunca tinha enfrentado uma estrada com caminhões criando vácuo, com carros encostados nos acostamentos, nem sabia da existência de treinos de transição (nada/corre, pedala/corre, corre/pedala/corre), e não podia deixar a corrida de lado…E a alimentação ? O que ingerir no pré treino e no pós treino e durante os longos?
A rotina mudou. Acordar cedo e, para tal, dormir mais cedo, principalmente nos finais de semana. Sair na sexta-feira e no sábado a noite foi o primeiro corte que muitos amigos sentiram. As horas de sono e uma boa alimentação passaram a ser fundamentais para conseguir acordar no dia seguinte, ainda na madruga… E, enquanto ainda está escuro, e os filhos dormem, é preciso arrumar as coisas da casa, tomar café da manhã que atenda ao gasto energético de horas de esforço físico, e organizar o equipamento, as roupas e alimentação para o treino. Por demandar algumas boas horas, é realmente necessário começar cedo, para estar em casa na hora do almoço e poder compartilhar os momentos em família, que muitas das vezes sente seu afastamento, não só pela demanda de tempo dos treinos como pela falta de energia em participar dos eventos sociais, advinda, com certeza, do desgaste físico.
Mas só os treinos não me davam a segurança de participar daquela prova tão desafiadora: precisava de fazer algumas provas curtas (no Triathlon, há varias modalidades, como o short e olímpico) para me acostumar com o clima de prova, com o preparo, com a ansiedade, com as transições (na T1, sair da água e se preparar para o pedal, e na T2, deixar a bike e se preparar para a corrida), com a natação em águas abertas, com os ciclistas gritando nas ultrapassagens e com a corrida custando a encaixar após o pedal…

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E no meio de tudo isso… sou mãe de dois filhos que demandam atenção, carinho, participação, levar na escola, dentista, médico, sou dona de casa que precisa fazer supermercado, cuidar de limpeza, roupas, reparos, etc e tenho o meu trabalho com stress e cobranças. Várias pessoas perguntam: – mas você não trabalha?, – quanto você ganha para fazer isso? (*isso=triathlon). E as respostas, para o espanto de quem pergunta são: – Sim, eu trabalho. e – Não, eu não ganho nada para fazer isso, pelo contrário, eu pago e é caro (um dos motivos que tenho até que trabalhar mais…)
É um pacote que parece surreal.. (e às vezes, tenho certeza que é!) mas agora, confesso o meu segredo: encontrei profissionais com quem me identifiquei e que, num grau de sintonia, me ajudam a fazer tudo isso fluir!
Começando por uma planilha de treino individualizada, tendo em conta a capacidade física, as metas, o tempo disponível para treino é essencial, a meu ver, para atingir uma periodização eficaz, sem cair no famoso overtrainning.
Essa planilha, porém, precisa ser executada por uma amadora e daí a importância de estar sendo acompanhada por um profissional que consiga perceber os sinais do seu corpo e até os da mente: se está respondendo bem ou não, se é hora de forçar para cumprir totalmente o programado ou melhor é abortar em função de uma fadiga muscular ou por estar com organismo debilitado em função de alguma virose, por não ter se alimentado direito, ou simplesmente por um stress no trabalho do dia anterior….
Acrescenta-se, ainda, o profissional que auxiliará no trabalho de fortalecimento muscular a fim de prevenir lesões e tratar, caso necessário, assim que elas apareçam. A musculatura ainda agradece se um bom massagista tira os nódulos e trabalha seu relaxamento. Fora isso, comer bem, de forma saudável, tentando oferecer ao corpo os nutrientes que ele precisa….
Confessado o meu segredo…. só posso dizer que, embora com tantas críticas (o tal “pra quê isso tudo?” nem respondo mais…), o Triatlhon pra mim, não é modinha. Caso fosse, acho que teria parado logo após cruzar a linha de chegada do 70.3 em Floripa… O Triathlon, pra mim, é um mix de amor pelo esporte, admiração pelos atletas e treinadores, respeito pelos treinos e pelo estilo de vida. Verdade… sou apaixonada pelo desafio… afinal… “O que não te desafia, não te modifica”  

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Flavia Teixeira Camello

Empresaria e Triathleta amadora ( Sponsor: By Japão Sport & Marketing)

By : Japão Carvalho

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