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TREINADOR, O MALVADO FAVORITO.

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Já ouviu algum homem dizer que “entende mulher”? Não…claro que não… Aliás, a máxima profetizada é que mulher é um “bicho” difícil de entender,  e alguns ainda acrescentam que melhor é nem tentar, basta com elas concordar….

O certo é que, enquanto as essas diferenças entre os sexos estão apenas entre casal de namorados, marido e mulher, pais e filhos, os impasses acabam sendo resolvidos variando com o gênio e personalidade de cada um. “Cada cabeça uma sentença” e será o livre arbítrio que fará cada um decidir se resolverá, na mesma hora, o impasse, se evitará o assunto ou, simplesmente, se irá “cair fora”.

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Imagine, porém, se a relação for profissional… Mais especificamente no treinamento esportivo, ou seja, um coach e uma atleta?

Ainda que, no dia a dia, o treinamento esportivo seja visto por muitos como algo bem simples, o que se nota nas famosas expressões “-Estou indo treinar!”, “- Hoje o treino foi puxado!”, “Treinei sem fingimento”…. ou no empréstimo de planilhas entre amigos, trata-se de um processo que envolve ações e estudos coordenados, dedicação e profissionalismo para se atingir determinado objetivo.

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A função do coach, por si só, é complexa e desafiante. Ele precisa considerar o atleta na sua individualidade, com sua capacidade particular de adaptação ao alarme, resistência e exaustão, ponderando a interdependência de volume e intensidade. Deve, ainda, adequar o treino aos requisitos específicos da performance desportiva, com variação criativa de estímulos para evitar um plateau no treinamento e, tudo isso, respeitando o princípio da Saúde.

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E do outro lado está o atleta.. nem sempre o  profissional, mas também o amador…. que dedica horas aos treinos e que sonha em melhorar sua performance, baixar tempo, enfim, bater metas e se superar. Mas a pressão… ah, a pressão vem de todos os cantos , pois a vida exige também trabalho, produção e dedicação. Se o treinamento requer descanso e horas de sono, família e amigos também esperam compartilhar momentos e celebrar datas. Parece que todo atleta tem uma alma de malabarista para conseguir equilibrar tudo isso!20150629_170846-horz

Pois bem, na interação desses dois lados, pode ainda aparecer uma variante complexa: a diferença de sexos. Até que ponto um coach consegue entender e lidar com uma atleta?  Sim, porque antes de ser um coach de um lado e uma atleta de outro, trata-se de um homem e uma mulher, tendo que lidar com sucessos e frustrações, pontos de concordância e discordância, bons e maus momentos.

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No Triathlon, modalidade complexa que exige longas horas de treino para abranger natação, pedal e corrida e o indispensável fortalecimento muscular, coach e atleta estão em permanente contato, seja  para que ele possa montar uma planilha condizente com a realidade da atleta – suas capacidades, deficiências, metas e disponibilidade para treino, seja para que ela possa oferecer os feed backs e bater suas metas.

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O fato é que a interação entre o coach e a atleta precisa existir. Essa atleta, antes de tudo uma mulher, sujeita a um turbilhão de emoções e inúmeras variações hormonais, há que ser decifrada -  o que a desafia, o que a estimula, quais são os seus limites, seu grau de  auto-estima e de auto-confiança. Se num primeiro conflito este coach a taxasse como aquele “ser difícil de entender”,  discutisse ou a deixasse sozinha para decidir o que fazer por conta própria, o fracasso seria o único resultado.

Portanto, o desafio deste coach é desenvolver, no cotidiano dos treinos, seu poder de observação e de sensibilidade. Observar as reações da atleta para suas ações e estímulos, bem como ter sensibilidade para tratar os medos, as inseguranças e comemorar suas conquistas. Assim, com apenas uma palavra, conseguirá que a atleta saia da famosa “zona de conforto”.  E, nesse caminho, mesmo que momentaneamente irritada pelo esforço e cansaço, ela atingirá a meta e terminará o treino com a grata sensação de dever cumprido.

É, justamente, neste ponto que o sorriso da atleta deixa transparecer a certeza de ter valido a pena todo o esforço, que aquele técnico tão exigente (muitas vezes irritantemente exigente) passa a ser o  “malvado favorito”.

A lição que fica então é a de que não basta ser um técnico capacitado com conhecimento proveniente de livros e aulas para montar uma planilha de treino… O êxito desse treinamento depende não só da ciência, mas, sobretudo,  da humanidade desse técnico harmonizada com a humanidade dessa atleta.

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Canal do Japão – https://www.youtube.com/channel/UCYGPLfo8KhRkrxJFf0bMe0g

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